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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seca


caminho numa estrada deserta

sigo placas sem seta,

horizontes sem fim

a chuva quase nunca desperta

quando a sede resseca um açude em mim


e um grito quase desesperado

sinto as dores de um parto que não tem fim

a chuva quase nunca desperta

quando a sede resseca um açude em mim

é seca que não tem fim


queria ter coragem pra poder atravessar

a terra que o céu não tem pena de molhar


ali que mora toda lembrança

num olhar de esperança que não tem fim

quem sabe um dia Deus me ajude

nessa seca rude que vive em mim

é seca que não tem fim...

Poema de BONA AKOTIRENE
Foto de Sebastião Bisneto

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