quinta-feira, 26 de março de 2009

POETAS AFRICANOS



SUKRATO
(Boavista, Cabo Verde, 1951)


NÃO ME LAVEM O ROSTO


Não me lavem os olhos!
Não; já disse não!
Deixai-me ver,
sentir, viver tudo em mim
mas não me lavem os olhos!

Deixai-me crer por mim
aceitar a realidade
mas não me barrem a caminhada
não me lavem os olhos!

Deixai-me sofrer realidade
ao sonhar fraternidade
mas... por favor...
não me lavem os olhos!

Sem comentários:

Namastê