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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Bailarina Negra


Bailarina negra




A noite

(Uma trompete, uma trompete)

fica no jazz



A noite

Sempre a noite

Sempre a indissolúvel noite

Sempre a trompete

Sempre a trépida trompete

Sempre o jazz

Sempre o xinguilante jazz



Um perfume de vida

esvoaça

adjaz

Serpente cabriolante

na ave-gesto da tua negra mão



Amor,

Vênus de quantas áfricas há,

vibrante e tonto, o ritmo no longe

preênsil endoudece



Amor

ritmo negro

no teu corpo negro

e os teus olhos

negros também

nos meus

são tantãs de fogo

amor.

António Jacinto/Angola

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