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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amigos e suas .... ARTES


A insônia das horas é uma ferida desesperada de dor

As sombras dos flamboyants não percebem o canto da noite

Ondas e rochas maritimamente salinas adocicam as esperanças

Um beija flor dorme junto as pétalas de uma flor clandestina



A madeira do bote velho afunda suas magoas em terra

Uma moça bonita não acredita em sapos nem em sementes

Não há mistérios pintados no muro da esquina da escura

Um cego cruza a via láctea sem bengalas e ri de si mesmo



Caixotes de papelão é a geografia do homem sem pranto

Numa janela sem vidros alguém esqueceu uma reza vela

Há cinzas na relva que adormece os passado das flores

Uma página arrancada da bíblia desconhece a fé e os salmos



Está poesia é apenas um espelho do silêncio da espera.



Flavio Pettinichi-19 – 05- 2010
Foto de Carla Freire

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