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sábado, 17 de julho de 2010

Vôo da Garça

Vôo da Garça




Voa,

Asa solta e vento

voa

peito leve e alma

boa

beijo à solta

e o coração não cobra

nem que grande parte disto

doa

eu sei que nada destoa

entre o que em mim ecoa

e a vontade de te amar



voa

ensaia o vôo da garça

porque a altura não disfarça

no vazio o tempo sobra

e descobres que o amor é uma obra

construida a quatro mãos

sem ter linha de metade

nem lugar de exposição



o vôo é largo

é longa a rota

quando é amargo um beijo adoça

e um abraço reconforta

descemos sempre à nossa porta



voa

no amor o tempo

voa

para nós nunca se escoa

não é breve nem demora

voa

livre e como livre

não se cansa

não tem ontem nem agora

não tem cá dentro ou lá fora

haverá quem voe assim?

Poesia:Luis Represas/Portugal
Foto:Carla Freire/Brasil

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