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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Poesia



POEMA DE MALLARMÉ




Nada, esta espuma, virgem verso 
A não designar mais que a copa; 
Ao longe se afoga uma tropa 
De sereias vária ao inverso. 


Navegamos, ó meus fraternos 
Amigos, eu já sobre a popa 
Vós a proa em pompa que topa 
A onda de raios e de invernos; 


Uma embriaguez me faz arauto, 
Sem medo ao jogo do mar alto, 
Para erguer, de pé, este brinde 


Solitude, recife, estrela 
A não importa o que há no fim de 
um branco afã de nossa vela.


 ( Poema de Stéphane Mallarmé. Tradução de Augusto de Campos/Brasil )

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