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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Festival de Cultura Popular Zabé da Loca


A cidade de Monteiro, localizada na Paraíba e distante 319 km da Capital, realiza a partir desta quarta-feira (23) até domingo (27), o II Festival de Cultura Popular Zabé da Loca. O festival vai homenagear o compositor Ilmar Cavalcante. O governo do Estado, por intermédio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), apóia a realização do evento.
O festival está com a programação definida. Durante os cinco dias serão realizadas oficinas de literatura, Cordel, palestras, Mostra de Teatro e Dança, Cinema e lançamento de livros. Estão previstas também apresentação no Teatro de rua, shows artísticos e gincanas culturais, além de Festival de Violeiros.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os Índios da Paraíba

Os índios da Paraíba






por Rodrigo de Azeredo Grünewald




Rodrigo de Azeredo Grünewald é professor adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Unidade Acadêmica de Ciências Sociais, Universidade Federal de Campina Grande; mestre e doutor em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/UFRJ.




Culturas que saem da invisibilidade



Os Potiguara constituem o único povo indígena oficialmente reconhecido no Estado da Paraíba. O registro de sua presença no litoral paraibano remonta aos primeiros anos do século XVI, quando ocupavam extensa faixa da costa entre Pernambuco e o Maranhão. Rapidamente inseridos no contexto da sociedade colonial açucareira, os Potiguara participaram de guerras coloniais, foram reunidos em missões católicas e passaram ainda por outras tentativas de assimilação. Na década de 1920, os Potiguara iniciaram contatos com o órgão federal indigenista (na época o Serviço de Proteção ao Índio) a fim de obter a intervenção do governo federal com relação a problemas territoriais.



Com uma população superior a 12.000 indivíduos, os Potiguara encontram-se atualmente distribuídos em 26 aldeias e nas áreas urbanas dos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto, ocupando uma área total de 33.757 ha nestes municípios. Desta área, 21.238 ha foram homologados em 1991. Soma-se ainda, a TI Jacaré de São Domingos, com 5.032 ha, nos municípios de Marcação e Rio Tinto, cuja homologação se deu em 1993. Por fim, a TI Potiguara de Monte-Mór, com 7.487 ha, em Marcação e Rio Tinto, que está em processo de demarcação, em razão de conflitos com usinas de cana-de-acúcar e com a Companhia de Tecidos Rio Tinto. O Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara tem prestado assistência aos índios em todos esses contextos.

Com relação à organização política, as aldeias contam, cada uma, com um cacique ou representante, que atua como mediador entre a comunidade e os órgãos oficiais e setores comerciais e resolve ainda pequenos problemas locais. Além desses representantes das aldeias, existe um cacique-geral, que representa o grupo como um todo, principalmente perante os órgãos oficiais e a Justiça.



As principais atividades econômicas desenvolvidas são a pesca marítima e nos mangues, o extrativismo vegetal, a agricultura, a criação de animais em pequena escala, o plantio comercial de cana-de-açúcar (geralmente em terras arrendadas para usinas), a criação de camarões em viveiros, o assalariamento rural e urbano.



Em 2004, as comunidades indígenas Potiguara tinham acesso à educação em 29 escolas de ensino fundamental. Desse total, quatorze se localizavam no Município de Baía da Traição, sendo duas estaduais. Uma oferecia ensino médio. Doze no Município de Marcação, sendo uma estadual e três no Município de Rio Tinto, sendo duas estaduais. Há uma demanda e necessidade real pela formação específica dos professores indígenas Potiguara para o ensino fundamental II e para o ensino médio que oportunize a formação superior, desenvolvendo competências que lhes permitam estimular a capacidade de continuar aprendendo e também contribua para o processo de autodeterminação de seu povo e voltado à complexa realidade cultural em que vivem. Neste sentido, a Universidade Federal de Campina Grande (através do PROLIND/MEC/SeSu/Secad) tem elaborado, juntamente com a Organização dos Professores Indígenas Potiguara, um projeto de curso superior para os indígenas.

domingo, 6 de junho de 2010

A Briga na Procissão

A BRIGA NA PROCISSÃO




Quando Palmeira das Antas

pertencia ao Capitão

Justino Bento da Cruz

nunca faltou diversão:

vaquejada, cantoria,

procissão e romaria

sexta-feira da paixão.



Na quinta-feira maior,

Dona Maria das Dores

no salão paroquial

reunia os moradores

e depois de uma preleção

ao lado do Capitão

escalava a seleção

de atrizes e atores



O papel de cada um

o Capitão escolhia

a roupa e a maquilagem

eram com Dona Maria

e o resto era discutido,

aprovado e resolvido

na sala da sacristia.



Todo ano era um Jesus,

um Caifaz e um Pilatos

só não mudavam a cruz,

o verdugo e os maus-tratos,

o Cristo daquele ano

foi o Quincas Beija-Flor,

Caifaz foi o Cipriano,

e Pilatos foi Nicanor.



Duas cordas paralelas

separavam a multidão

pra que pudesse entre elas

caminhar a procissão.



Cristo conduzindo a cruz

foi não foi advertia

o centurião perverso

que com força lhe batia

era pra bater maneiro

mas ele não entendia

devido um grande pifão

que bebeu naquele dia

do vinho que o capelão

guardava na sacristia.



Cristo dizia: “Ôh, rapaz,

vê se bate devagar

já tô todo encalombado,

assim não vou agüentar

tá com a gota pra doer,

ou tu pára de bater

ou a gente vai brigar.

Eu jogo já esta cruz fora

tô ficando revoltado

vou morrer antes da hora

de ficar crucificado”.



O pior é que o malvado

fingia que não ouvia

além de bater com força

ainda se divertia,

espiava pra Jesus

fazia pouco e dizia:



"Que Cristo frouxo é você,

que chora na procissão

Jesus pelo que se sabe

não era mole assim não.

Eu tô batendo com pena,

tu vai ver o que é bom

é na subida da ladeira

da venda de Fenelon

que o couro vai ser dobrado

até chegar no mercado

a cuíca muda o tom".



Naquele momento ouviu-se

um grito na multidão

era Quincas que com raiva

sacudiu a cruz no chão

e partiu feito um maluco

pra cima de Bastião.



Se travaram no tabefe,

ponta-pé e cabeçada

Madalena levou queda,

Pilatos levou pancada

deram um bofete em Caifaz

que até hoje não faz

nem sente gosto de nada.



Desmancharam a procissão,

o cacete foi pesado

São Tomé levou um tranco

que ficou desacordado,

acertaram um cocorote

na careca de Timóti

que até hoje é aluado.



Até mesmo São José,

que não é de confusão

na ânsia de defender

o filho de criação

aproveitou a garapa

pra dar um monte de tapa

na cara do bom ladrão.



A briga só terminou

quando o Doutor Delegado,

interviu e separou

cada Santo pra seu lado.



Desde que o mundo se fez,

foi essa a primeira vez

que Cristo foi pro xadrez,

mas não foi crucificado.

Chico Pedrosa



(1936 Guarabira/Paraíba)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Conhecer a Paraíba



Foto de Carla Freire

O ponto de destaque do centro histórico de João Pessoa é o Centro Cultural São Francisco,(foto acima) um conjunto arquitetônico barroco construído no século XVII, constituído pela Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio. No convento está instalado o Museu de Cultura Popular, com peças religiosas belíssimas. Destacam-se os altares, revestidos de ouro, e o teto, onde um painel com 40 m de extensão retrata momentos da vida de São Francisco, com inserções de figuras locais da época.

A construção da Igreja de São Francisco foi iniciada em 1589, e ela é considerada um dos principais exemplos da arquitetura barroca portuguesa em solo brasileiro. Um majestoso Cruzeiro, guarda o acesso ao conjunto, e recomenda-se reservar ao menos duas horas para visitar este lugar com calma.

Foto de Carla Freire/João Pessoa/Paraíba

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ai PARAÍBA



Em apenas duas cidades, Conde e Pitimbu, você encontra diversidade de sobra. Praia semideserta, cercada por falésias, à beira de um rio ou reservada para o naturismo. Se quiser um conselho, não deixe de visitar Coqueirinho, com piscina natural colada na areia, e Tabatinga, onde o Rio Bucatul forma uma deliciosa prainha doce em seu caminho para o mar.

COQUEIRINHO
Outra parada obrigatória deve ser feita em Coqueirinho, que e é considerada um dos mais agradáveis banhos de mar da costa paraibana. A piscina natural que se forma bem perto da areia - perfeita para crianças - e o largo cânion com falésias coloridas estão entre as principais atrações. Só não espere ter essa maravilha só para você. Coqueirinho é muito disputada nos fins de semana e concentra boa parte do agito na região. Os coqueirais que deram nome à praia se exibem, majestosos, na paisagem.

Fotos de Carla Freire
e Euripedes Gomes

Ai PARAÍBA



TABATINGA
Vizinha de Coqueirinho e sua principal concorrente, Tabatinga oferece a oportunidade de intercalar banhos de mar e de água doce indeterminadamente. Tudo isso por causa do chamado Maceió de Tabatinga, formado pelo natural caminhar do Rio Bucatul na direção do oceano. Em boa parte do tempo, ambos ficam divididos por uma estreita e contínua faixa de areia, perfeita para deixar seu guarda sol. E lembre-se: o maceió é área de preservação permanente. Tabatinga tem também a melhor infraestrutura de restaurantes da região.

Fotos de Carla Freire e Euripedes Gomes

Ai PARAÍBA



BARRA DE GRAMAME
Partindo de João Pessoa, pare primeiro na Barra de Gramame, incrustada numa reserva ecológica. O acesso até ali é bem sinalizado, mas um pouco esburacado e difícil. Casas de veraneio são raras e não há pousadas na região, que tem como habitués pescadores e praticantes de windsurfe. Por conta de um braço que avança mar adentro - a barra que dá nome à praia - o desenho da faixa de areia muda o tempo todo, ao sabor das ondas.

Pequeno e emoldurado por coqueiros, o trecho pode ser percorrido de ponta a ponta em meia hora. Para descansar, as barraquinhas instalam redes e servem a especialidade local, tão simples quanto deliciosa: abacaxi bem gelado cortado ao meio com raspas de limão.

Na Barraca do Zezinho, a delícia sai por R$ 3. Ali você pode ainda conhecer o guaiamum Robocop, um caranguejo que, jura o próprio Zezinho, é domesticado e permite que os turistas o peguem na mão para fotos, sem morder ninguém.
Texto em:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/02/18/perto+da+capital+conde+e+pitimbu+reservam+paisagens+deslumbrantes+9401779.html

Fotos de Carla Freire e Euripedes Gomes

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Blog do Piancó


Desvio de dinheiro em Prefeituras da Paraíba geraram 1.351 investigações!
Em 2009, os órgãos de controle da Paraíba investigaram 1.351 casos de aplicação de recursos públicos e denúncias envolvendo desvio de dinheiro nas prefeituras paraibanas. Foram auditorias, Tomadas de Contas Especiais, fiscalizações e inquéritos policiais envolvendo gestores e o uso incorreto de verbas nas administrações municipais. Os dados estão presentes no relatório anual do Fórum de Combate à Corrupção (Focco), divulgado na última quarta-feira, no Dia Internacional de Combate à Corrupção, e chamam atenção pelo volume de procedimentos sendo investigados.

***

O pior é que essa enxurrada de investigações não gera uma prisão sequer. Os prefeitos conseguem trafegar livremente pelos cofres e ainda fazem os desvios para chegar mais rápido ao enriquecimento. No dia que um desses desvios levar alguém ao presídio, talvez a Paraíba possa entrar no caminho do desenvolvimento. Entre todos esses desvios, o que mais nos dói é o desvio de conduta dos nossos políticos que fazem na vida pública o mesmo que fazem na privada.

Marcello Piancó
Paraíba/Brasil
Veja em:
http://piancohumordaparaiba.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SIM


se és mesmo quem dizes ser


me leva então brisa de outono


me envolve em berço esplendido


decifra meus instintos




maturidade da vida


infantilidade do tempo


que de tanta inveja


passa correndo ( voando)




vem brincar de descobrir-se meu


deitar, rolar, beijar, amar


brincando de tentar


gostar é inevitável


"ou não"


ou sim




diz que sim!

BONA AKOTIRENE
Poetisa e compositora/cantora
João Pessoa/Paraíba/Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Adeildo Vieira


1962
Em 16 de agosto nasce Adeildo Vieira dos Santos, em Itabaiana, na Paraíba, terra de Sivuca e do poeta Zé da Luz.
1977
Motivado pelo exôdo rural, muda-se com a família para João Pessoa, onde aos 15 anos é aprovado no curso de Mecânica da Escola Técnica Federal da Paraíba.
1980
No curso de Engenharia Mecânica, na Universidade Federal da Paraíba, teve de forma espontânea o primeiro contato com a música. Largou tudo.
1983
Morador do bairro de Jaguaribe , vizinho dos irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, aproxima-se cada vez mais da música. Um show solo no início do ano, foi sua primeira apresentação. No mesmo ano participa do primeiro festival.
1984
Engaja-se no Musiclube da Paraíba e realiza o primeiro show com banda. A música "Mama Society Blues" ganhou o prêmio de melhor letra no Festival da Escola Técnica Federal da Paraíba - MPBTEC.
1986
Participa pela primeira vez do Festival do SESC.
1997
A canção "Manus Manus" recebe o primeiro lugar no Festival da Universidade da Paraíba.
1998
A canção "Cara de Santo" chega ao terceiro lugar no Festival do SESC.
2000
Lança o disco "Diário de Bordo", que resultou no Troféu Imprensa do ano 2000.
2004
A canção "Cais" recebe o primeiro lugar no Festival do CEFET/PB.
2009
A canção 'Alegria de Farol' é selecionada para a etapa nacional do I Festival de Música da ARPUB - Associação de Rádios Públicas do Brasil.
2009
Lança "Há Braços".
Por Lau Siqueira

Adeildo Vieira, seguramente, representa uma das mais belas expressões musicais deste país. Ainda fora da grande mídia, esse artista aproxima a sua produção, em termos de densidade e beleza, à produção de nomes consagrados (e também fora da mídia), como Beto Guedes e outros gigantes cujo talento e honestidade estética nos ajudam a compreender a engrenagem midiática como um Big Brother sorridente e... sem os dentes necessários para digerir a qualidade e a diversidade da música brasileira contemporânea.

Preocupado muito mais com as especificidades da sua própria produção, alheio (e não alheado) aos monturos maquiados das grandes produções, Adeildo é um guerrilheiro do cotidiano, mostrando em cada show, em cada nova música, em cada cantata... que muito além do encontro da música com a poesia, promove o encontro da arte com a cidadania.

Dono de uma percepção ao mesmo tempo crítica e amorosa do mundo (coisa que aflora em suas letras), Vieirinha vai trilhando um caminho infelizmente raro na música brasileira, o caminho dos que despem a alma porque sabem que é da integralidade da sua existência nascerá uma obra revestida, sobretudo, de dignidade e beleza. Neste caso específico, não me refiro apenas a beleza que devora os sentidos, mas também a beleza invisível que alimenta corações e mentes no caminho luminoso de onde sempre partem os guerrilheiros do futuro, aqueles que resistem ao oco, ao descampado da inteligência e das emoções humanas, como o conteúdo ideológico das bolsas de valores, onde a compra e venda de ações determinam a fome no mundo.

Aos produtores do Brasil e deste mundão cibernético de Língua Portuguesa, diante da mesmice e da mediocridade patológica que oprime os povos, solicito alguns minutos de atenção em torno deste artista ímpar que nem precisava ser o companheiro maravilhoso que é, porque somente por sua obra já seria suficientemente amado.

Adeildo é a melhor expressão de uma geração inteira de artistas que insiste em conduzir o traçado das suas existências, no compromisso de cumprir em cada instante um ato de transformação, seja estética, seja política... Sensível às mazelas do mundo, ele canta o amor e suas viagens celestiais, a dor de sentir na pele a selvageria do sistema, ou as dores da alma... mas, sobretudo, esse “coleguinha” canta o prazer de sentir o braço-no-abraço-companheiro de quem acredita que 'a vida pode ser bem melhor... e será.'
Saiba tudo em
http://www.adeildovieira.com.br/

domingo, 29 de novembro de 2009

CHEIRO DE XOTE


Cheiro de xote
Levante a cabeça, mostre sua testa,
Me dê um cheiro, entre nesta festa!
Cheiro foi feito pra se cheirar,
Só não dá quem não tem pra dar,
Chegue, cheire, Chana, deixe eu cheirar...
Chegue, xote o xote comigo, amor,
Quero beber deste teu doce licor...
Xaxe no xote, não tenha dó, Chinele o xote, meu xodó.
Xaxe e xote, xente, levante o pó.
Puxe o fole pra lá, Xote o xote pra cá,
Não chinelou no xote-xote, nunca dançou.
Ralando o bucho no xote, Fungando no teu cangote...
O xote chouto chama chuva já bodejou...
Tudo que ama tem cheiro, Moça donzela tem cheiro,
Toda viúva tem jeito de quem já cheirou...
O teu marido tem cheiro, Tem cheiro bom de marido...
O fole xote funga cheira já zabumbou...

Schottische de Glória Gadelha e Otávio Sitônio Pinto

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Génios do Nordeste Brasileiro/Jessier Quirino


MINI-CURRÍCULO
Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.
Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.
Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis.  
Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.
Interessado na causa poética nordestina persegue fatos e histórias sertanejas com olhos e faro de rastejador. Autor dos livros: “Paisagem de Interior” (poesia), “Agruras da Lata D`água” (poesia), “O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho” (infantil), “Prosa Morena” ( poesia e acompanha um pires de CD ), “Política de Pé de Muro - O Comitê do Povão” ( legendas e imagens gargalhativas sobre folclore político popular ), CDs: “Paisagem de Interior 1 e Paisagem de Interior 2”, o livro: “Bandeira Nordestina” (poesia e acompanha um pires de CD), A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes – todos editados pelas Edições Bagaço do Recife - além de causos, músicas, cordéis e outros escritos.

Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.

Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público.

Nos espetáculos com fundo musical, apresenta-se acompanhado de músicos de primeira grandeza, entre os quais, dois filhos, que dão um tom majestoso e solene ao recital. São eles: Vitor Quirino (violão clássico), André Correia (violino) e Matheus Quirino (percussão). Os músicos Letinho (violão) e China (percussão) atuam nos espetáculos mais elaborados.
Apesar de muitos considerá-lo um humorista, opta pela denominação de poeta, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem, no entanto fugir ao lirismo poético e literário.
Sobre Jessier, disse o poeta e ensaísta Alberto da Cunha Melo: "...talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. ... Sua obra, não tenho dúvidas, além do valor estético cada dia mais comprovado,  vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica."
Entrem no site para ouvir e saber tudo
http://www.jessierquirino.com.br/
Gravura de Mago William-João Pessoa-Paraíba

domingo, 5 de julho de 2009

Prémio para Zabé da Loca



Zabé da Loca é premiada!


A nossa artista Zabé da Loca foi a vencedora na categora Revelação, na 22ª edição do Prêmio de Música Brasileira, evento que lotou o Canecão, na zona sul do Rio, na noite desta quarta-feira (01). Tocadora de pífano, tornou-se conhecida como Zabé da Loca quando morou por 25 anos numa loca (gruta). Retirou-se do sertão pernambucano para a Paraíba ainda menina. Conheceu logo o trabalho rural, sem chances de frequentar a escola. Aos sete anos aprendeu a tocar "pife", conforme os sertanejos. Sempre acompanhada de seu pífano, atraindo a atenção geral pela propriedade com que executa o instrumento, é também apontada como a "rainha do pife" e solicitada para tocar em festas, o que, via de regra, sempre fez por prazer, sem receber nada por isso. Parabéns Zabé da Loca!
Fonte:RCVips

domingo, 21 de junho de 2009

Quadras de S.João - Paraíba-Brasil


Na fogueira de São João
Eu quero brincar
Quero soltar meu balão
E foguinhos queimar

Seu Januário
Venha ser o meu parceiro
Não esqueça da sanfona
Para animar o terreiro

Traga a famia
Que nós tem muito prazer
De dançar com suas fia
‘Té o dia amanhecer

(Na fogueira de São João
Eu quero brincar
Quero soltar meu balão
E foguinhos queimar)

Seu Januário
Venha ser o meu parceiro
Não esqueça da sanfona
Para animar o terreiro

Traga a famia
Que nós tem muito prazer
De dançar com suas fia
‘Té o dia amanhecer

Luiz Gonzaga

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Para quem gosta de dar RISADA


Se você gosta de rir...o que é bom sinal
então não deixe de visitar este blog
http://piancohumordaparaiba.blogspot.com/
É um moço forte,de tamanho e simpatia...rsrs..... que mora na Paraíba-Brasil e é um excelente Humorista
O nome dele é PIANCÓ
Confiram...as noticias são reais....mas o melhor mesmo,são os comentários do humorista.
Um Blog genial,bem disposto e inteligente,que vale a pena seguir.
Recomendo

domingo, 14 de junho de 2009

Namastê