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sábado, 23 de outubro de 2010

Há Lugares....ASSIM



Zanzibar/Tanzânia/África

Amor...e uma Cabana!

PARAÍSO AFRICANO

Os habitantes de Mnemba são apenas os hóspedes do Mnemba Island Lodge e o staff do hotel.
Quer dizer, além dos habitantes naturais desse pequeno paraíso situado na ponta de Zanzibar: peixes e criaturas do mar de todas as formas e cores, tartarugas verdes, pássaros raros, um ou outro antílope que costuma aparecer ao por do sol...
Cercada por corais, Mnemba é uma área preservada, onde só entram os privilegiados hóspedes do Lodge, criado pela companhia de turismo de aventura de luxo Beyond&.
São apenas dez acomodações, que pontuam as areias finas e brancas do local. Cercadas pela mata local, as cabanas de sonho representam o luxo da descontração e da simplicidade com conforto e beleza.

Lá fora, o brilho do sol refletido na areia branca e no mar azul-profundo. E o espetáculo de peixes, anêmonas e seres aquáticos, nos imperdíveis programas de mergulho oferecidos pelo hotel.
E o convite para o simples desfrute de relaxar nas cadeiras de praia, antes do jantar ao ar-livre, à luz de velas e sob o magnífico céu estrelado da África.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tribos do OMO-Etiópia-África

Nos limites da Etiópia, a séculos de modernidade, Hans Sylvester fotografados durante seis anos de tribos onde homens, mulheres, crianças, idosos, são gênios de uma antiga arte. 

A seus pés, o rio do OMO, astride um triângulo Etiópia-Sudão-Quênia, a grande Rift Valley que separa lentamente a partir de África, uma região vulcânica, que oferece um vasto leque de pigmentos, vermelho ocre, branca caulim, cobre verde, amarelo ou cinza claro cinza.
Eles têm o gênio da pintura, e os seus corpos de dois metros de altura é uma enorme lona. A força de sua arte reside em três palavras: dedos, velocidade e liberdade. Eles chamar abrir mãos, a ponta das unhas, por vezes com um pedaço de madeira, uma palheta, uma haste esmagados. 

Apenas a vontade de decorar, para seduzir, para ser bonita, um jogo e um prazer permanente. Eles só têm de mergulhar os dedos na argila e, em dois minutos, sobre o peito, seios, região pubiana, pernas, é nada menos do que um nascido Miro, Picasso, Pollock, um Tàpies, um Klee…




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sabores da Lusofonia


Filetes com Manga - (Moçambique)

Ingredientes:

250g de filetes de pescada (ou outro peixe); 1 manga, farinha q.b.;leite; azeite; óleo ou manteiga para fritar; alho picado; sal; pimenta; sumo de limão; 1 cálice de Porto seco; 1 colher de café de mostarda antiga (ou outra).

Preparação:

1 - Tempere os filetes com sal e pimenta, alho picado, salpique-os com azeite, sumo de 1/2 limão e leite.

2 - Retire-os desta marinada, polvilhe-os com farinha, e frite-os em manteiga clarificada (ou numa mistura de óleo e manteiga) . Reserve-os mantendo-os quentes

3 - Descasque a manga, corte metade em fatia para decorar e pique a outra metade.

4 - Salteie a manga picada na frideira, onde fritou os filetes, regue com o Porto, deixe ferver até obter molho espesso e adicione-lhe a mostarda.

5 - Disponha os filetes no prato, decore com a manga e verta o molho sobre os filetes

6 - Acompanhe os filetes com arroz de coco e mucuane

Mulheres do Mundo


Africana – Foto de Amanda Jones

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lendas Africanas



LENDA DE NDANDA LUNDA

Era uma vez uma viúva que nunca amou. 
Ela casou sem conhecer o noivo, e ele logo morreu. 
Ela ficava triste quando se falava em amor. 
Um dia ela conheceu um homem que se dizia apaixonado. 
Ela também gostou dele. Cada dia gostava mais. 
Ele era muito alto, com pernas e braços enormes, 
mas a cada dia que passava ele diminuía. 
Até que virou um anãozinho. Continuou diminuindo e a mulher 
o guardava no seio. Por fim ele diminuiu tanto que desapareceu. 
A mulher sentiu muito, chorava dia e noite. Passado algum tempo 
ela conheceu outro homem, desta vez pequenino. 
Ela começou a gostar dele, e ele começou a crescer. 
Quanto mais ela o amava, mais ele crescia. 
Finalmente ele cresceu tanto que não passava na porta. 
Eles passaram a se encontrar do lado de fora. Ele continuou crescendo, 
tanto que ela sentava na palma da sua mão. Era um amor diferente, 
porque ela havia sido encantada por ele, que era o rei dos encantados. 
Ele colou as pernas dela e fez meio corpo de peixe, da cintura para baixo. 
Cobriu o corpo dela de escamas prateadas, e pintou-lhe os cabelos dourado. 
Em seguida levou-a à praia, chamou os peixes e apresentou-a como Kisimbi 
(outro nome de Ndanda Lunda), a rainha das águas, 
e entregou-a aos peixes, que a levaram em procissão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Negócios coloniais


Negócios coloniais

Sitônio Pinto


Uma coletânea de documentos dos séculos XVII-XVIII, editada pelo Ministério da Fazenda, em 1973, sob o título de "Negócios Coloniais", revela um fato estarrecedor: no ano de 1650, a população da África era igual à população da Europa, em torno de 100 milhões de almas negras e brancas; um século depois, no ano da graça de 1750, a população da África havia caído para 95 milhões de remanescentes, enquanto a Europa atingia 140 milhões de habitantes.

Tanto a África quanto a Europa forneceram os contingentes humanos para a colonização da América. A Europa foi vertente de um êxodo espontâneo, composto de fidalgos maldonados, de fugitivos do feudalismo, e do exílio compulsório dos presos políticos e dos criminosos comuns. Mas a África foi o minadouro do êxodo escravo que iria fecundar os leirões do Novo Mundo.

Em um século, os universos demográficos dos dois continentes, antes equiparados, apresentaram uma diferença de 50% entre si, correspondente a 45 milhões de habitantes a mais na Europa. A estatística não apresenta um comparativo das populações da Península Ibérica e das Ilhas Britânicas, no mesmo período; se aqueles países colonizadores sofreram deflação demográfica igual à do continente africano. Mas as duas realidades, tomadas em conjunto, apontam para a extensão da captura, seguida de genocídio, de que foi vítima o estoque racial negro.

O volume do êxodo escravo foi muito maior, como se pode deduzir da defasagem entre a inflação e a deflação demográficas da Europa e da África, respectivamente. Maior que o êxodo dos reinos europeus, o contingente africano teria sido suficiente para formar um percentual muito mais representativo no amálgama racial americano. Mas, o contingente negro, explorado como rebanho na geração de mão-de-obra escrava, não logrou superioridade numérica sobre o contingente branco na formação do espectro racial da América. A constatação deixa ver, mais uma vez, onde repousou o potencial reprodutor do elemento negro. Além dos leirões do novo mundo, o estoque racial sumiu nas covas dos cemitérios clandestinos que pontilharam a América.

A correspondência da época, fonte da crônica dos negócios coloniais, registra ainda um decréscimo na população americana naquele período, – mesmo diante do êxodo europeu e do africano. Isso ressalta três fatos: 1) a população nativa, ameríndia, que atingia 11 milhões de habitantes nos meados do século XVII, quase foi extinta; 2) o contingente negro não se reproduziu em número suficiente para repor as baixas do trabalho forçado; 3) a soma de brancos e negros não foi bastante para repor as baixas dos indígenas.


A América

teve alicerces

de ossos.

É isso mesmo: a importação e a reprodução de brancos e negros, no período entre 1650 e 1750, não substituíram o contingente índio exterminado. Ou seja: a importação de dois estoques raciais, e a reprodução de três estoques, foram insuficientes para repor o quantitativo do estoque exterminado, pois não mantiveram o nível do estoque inicial. Os números deixam ver que, se a população nativa foi exterminada, o contingente negro, – o maior dos três, – foi o que sofreu mais baixas. Quer dizer: a colonização cometeu um duplo genocídio, exterminando o estoque nativo e dizimando o estoque escravo.

A alvenaria da América teve alicerces de ossos e argamassa de sangue. Nem a Guerra dos Cem Anos matou tanta gente como um século de negócios coloniais; nem o holocausto judeu, nem os cogumelos carnívoros de Hiroshima e Nagasaki, nem o Dilúvio, nem as Sete Pragas.

Pátria de finados, o Novo Mundo morria mais que nascia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ÁFRICA - LENDA DE NDANDA LUNDA



LENDA DE NDANDA LUNDA
Era uma vez uma viúva que nunca amou.
Ela casou sem conhecer o noivo, e ele logo morreu.
Ela ficava triste quando se falava em amor.
Um dia ela conheceu um homem que se dizia apaixonado.
Ela também gostou dele. Cada dia gostava mais.
Ele era muito alto, com pernas e braços enormes,
mas a cada dia que passava ele diminuía.
Até que virou um anãozinho. Continuou diminuindo e a mulher
o guardava no seio. Por fim ele diminuiu tanto que desapareceu.
A mulher sentiu muito, chorava dia e noite. Passado algum tempo
ela conheceu outro homem, desta vez pequenino.
Ela começou a gostar dele, e ele começou a crescer.
Quanto mais ela o amava, mais ele crescia.
Finalmente ele cresceu tanto que não passava na porta.
Eles passaram a se encontrar do lado de fora. Ele continuou crescendo,
tanto que ela sentava na palma da sua mão. Era um amor diferente,
porque ela havia sido encantada por ele, que era o rei dos encantados.
Ele colou as pernas dela e fez meio corpo de peixe, da cintura para baixo.
Cobriu o corpo dela de escamas prateadas, e pintou-lhe os cabelos dourado.
Em seguida levou-a à praia, chamou os peixes e apresentou-a como Kisimbi
(outro nome de Ndanda Lunda), a rainha das águas,
e entregou-a aos peixes, que a levaram em procissão.

Namastê