Mostrar mensagens com a etiqueta lendas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lendas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de agosto de 2011

RUDÁ

Na mitologia tupi, é o deus do amor e do afeto. Vive nas nuvens e sua função é despertar o amor dentro do coração dos homens. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci, tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas, quando o sol abria os olhos para admirar a lua, tudo se iluminava e ela desaparecia. Guaraci criou então o amor, Rudá, seu mensageiro, que não conhecia luz ou escuridão. Dia e noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci enquanto ele dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá.”
 (Adaptação de versão de Couto de Magalhães)
Pintura de Ligia Dantas

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lendas Africanas



LENDA DE NDANDA LUNDA

Era uma vez uma viúva que nunca amou. 
Ela casou sem conhecer o noivo, e ele logo morreu. 
Ela ficava triste quando se falava em amor. 
Um dia ela conheceu um homem que se dizia apaixonado. 
Ela também gostou dele. Cada dia gostava mais. 
Ele era muito alto, com pernas e braços enormes, 
mas a cada dia que passava ele diminuía. 
Até que virou um anãozinho. Continuou diminuindo e a mulher 
o guardava no seio. Por fim ele diminuiu tanto que desapareceu. 
A mulher sentiu muito, chorava dia e noite. Passado algum tempo 
ela conheceu outro homem, desta vez pequenino. 
Ela começou a gostar dele, e ele começou a crescer. 
Quanto mais ela o amava, mais ele crescia. 
Finalmente ele cresceu tanto que não passava na porta. 
Eles passaram a se encontrar do lado de fora. Ele continuou crescendo, 
tanto que ela sentava na palma da sua mão. Era um amor diferente, 
porque ela havia sido encantada por ele, que era o rei dos encantados. 
Ele colou as pernas dela e fez meio corpo de peixe, da cintura para baixo. 
Cobriu o corpo dela de escamas prateadas, e pintou-lhe os cabelos dourado. 
Em seguida levou-a à praia, chamou os peixes e apresentou-a como Kisimbi 
(outro nome de Ndanda Lunda), a rainha das águas, 
e entregou-a aos peixes, que a levaram em procissão.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lendas Indígenas

Guaraná – a essência dos frutos




Aguiry era um alegre indiozinho, que alimentava-se somente de frutas. Todos os dias saía pela floresta à procura delas, trazendo-as num cesto para distribuí-Ias entre seus amigos. Certo dia, Aguiry perdeu-se na mata por afastar-se demais da aldeia. Jurupari, o demônio das trevas, vagava pela floresta. Tinha corpo de morcego, bico de coruja e também alimentava-se de frutas. Ao encontrar o índio ao lado do cesto, não hesitou em atacá-lo. Os índios encontram-no morto ao lado do cesto vazio. Tupã, o Deus do Bem, ordenou que retirassem os olhos da criança e os plantassem sob uma grande árvore seca. Seus amigos deveriam regar o local com lágrimas, até que ali brotasse uma nova planta, da qual nasceria o fruto que conteria a essência de todos os outros, deixando mais fortes e mais felizes aqueles que dele comessem. A planta que brotou dos olhos de Aguiry possui as sementes em forma de olhos, recebendo o nome de guaraná.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ÁFRICA - LENDA DE NDANDA LUNDA



LENDA DE NDANDA LUNDA
Era uma vez uma viúva que nunca amou.
Ela casou sem conhecer o noivo, e ele logo morreu.
Ela ficava triste quando se falava em amor.
Um dia ela conheceu um homem que se dizia apaixonado.
Ela também gostou dele. Cada dia gostava mais.
Ele era muito alto, com pernas e braços enormes,
mas a cada dia que passava ele diminuía.
Até que virou um anãozinho. Continuou diminuindo e a mulher
o guardava no seio. Por fim ele diminuiu tanto que desapareceu.
A mulher sentiu muito, chorava dia e noite. Passado algum tempo
ela conheceu outro homem, desta vez pequenino.
Ela começou a gostar dele, e ele começou a crescer.
Quanto mais ela o amava, mais ele crescia.
Finalmente ele cresceu tanto que não passava na porta.
Eles passaram a se encontrar do lado de fora. Ele continuou crescendo,
tanto que ela sentava na palma da sua mão. Era um amor diferente,
porque ela havia sido encantada por ele, que era o rei dos encantados.
Ele colou as pernas dela e fez meio corpo de peixe, da cintura para baixo.
Cobriu o corpo dela de escamas prateadas, e pintou-lhe os cabelos dourado.
Em seguida levou-a à praia, chamou os peixes e apresentou-a como Kisimbi
(outro nome de Ndanda Lunda), a rainha das águas,
e entregou-a aos peixes, que a levaram em procissão.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

EROS E PSIQUE


EROS E PSIQUE

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa

Namastê