domingo, 29 de maio de 2011

Morte no Xingu

O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o início das construções de Belo Monte, mesmo após cartas dirigidas a ela que foram ignoradas, e ainda mais de 600 mil assinaturas que foram igualmente ignoradas.

 Foi decretada a sentença de morte dos povos do Xingu.
Naquela região há cerca de oito grupos étnicos. Os que mais têm se movimentado são os kayapó. Mas basicamente todos os povos que estão na calha principal do rio Xingu serão, de alguma forma, impactados. Além dos kayapó, há os arara, arareute, apidereula, juruna e maracanã.
Uma tribo da Amazônia brasileira pode ter encontrado novas evidências da existência de índios isolados vivendo na área onde está planejada a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A denúncia foi feita pela Associação de Defesa Etno-ambiental Kanindé e pelo STPI Brasil.
Segundo as ONGs, a tribo Asuniri teria visto índios em isolamento, e encontrado pegadas deixadas por eles em uma floresta a aproximadamente 70 quilômetros de distância do local onde será construída a usina. Belo Monte irá inundar uma área de 516 km2, para gerar 11.233 MW de energia.
Os índios isolados seriam gravemente impactados pela obra, já que eles têm pequena resistência a doenças. As obras da usina devem mobilizar milhares de trabalhadores e famílias para a região.
Além disso, os indígenas da região do Xingu também são contra a construção de Belo Monte, que deve secar alguns trechos do rio Xingu e causar grande desmatamento na região. A líder indígena Sheyla Juruna descreve Belo Monte como "um projeto de morte e destruição".
A construção da usina destruirá o habitat  
precioso de inúmeras espécies -- tudo isto para criar energia que 
 
poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência 
 
energética.

  

São João de João Pessoa


Durante sete dias, mais de 50 atrações vão animar o ‘São João de João Pessoa – O Melhor da Gente’. Este ano, a festividade homenageia o cantor Genival Lacerda e tem como tema a “Celebração do Forró”. Gilberto Gil, Zé Calixto, Joquinha Gonzaga (sobrinho de Luiz Gonzaga), Maciel Melo, Biliu de Campina, Alceu Valença, Pinto do Acordeom e Flávio José são alguns dos grupos e artistas que estão na programação da edição 2011. O evento acontece de 23 a 29 de junho em dois palcos armados no Ponto de Cem Réis e também em outro polo na Praça Rio Branco, no dia da abertura. A realização é da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio de sua Fundação Cultural (Funjope).
Todo o evento vai lembrar os 60 anos de carreira e 80 anos de vida do cantor Genival Lacerda. No Ponto de Cem Réis, serão armados dois palcos. Um deles destinado aos shows nacionais, locais e trios de forró. O outro é exclusivamente para a cultura popular (ciranda, coco de roda, pífano, reisado e lapinha).
Este ano, a novidade será no primeiro dia do evento, em 23 de junho. Nesta data, a festa da “Celebração do Forró” começa mais cedo, a partir das 12h, na Praça Rio Branco, conhecida como Praça do Erário. Nela, será realizado o Festival de Emboladores, que se estende até às 15h.
No mesmo dia, ainda no desafio de valorizar e preservar a identidade nordestina, a programação também acontece no Ponto de Cem Réis. A partir das 17h, no palco dos shows, haverá a apresentação de três trios de forró e assim se repetirá até 29 de junho.
Confira a programação completa aqui:

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eduardo Galeano • Sangue Latino on Vimeo

Mestre Ariano em João Pessoa

Valeu a pena esperar para ver e ouvir Ariano Suassuna na Abertura do BancArte 2011.
Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!
Ariano Suassuna

Foto de Carla Freire

POESIA


Me deixe ser poesia…


Braseiro doce
remédio sem tampa
um vento frouxo que me abraça
na voz de um cancão que canta…
Ou, minha santa!
Deixe eu morrer não.
Me guarde numa ribanceira desse rio…
Me deixe ao sol
feito uma macambira avermelhada de brabeza…
Deixe eu morrer não…
Me valha de mais tempo
me encha todinho d’água
que nem fosse um pote novo
suando de alegria.
Me faça de rebento
no mei d’uma trovoada
me faça de semente
no chão bem enterrada
e deixe que eu ouça
um pingo numa poça
me deixe ser toada.
Toada de encanto
de seca ou de invernia
não deixe eu morrer não
me deixe ser poesia.

Marco di Aurélio - Paraíba - Brasil
Foto de Carla Freire na Abertura do Bancarte 2011 (Grupo Armorial Cordas de Caroá)

Assim vai o......MUNDO

Riber Hansson

Sugestão de Leitura

Já foi lançado o Livro "Nem Aqui, Nem Ali, Nem Acolá" do amigo Palmari de Lucena.
Aconteceu 

I FEIRA LITERÁRIA DO JABOATÃO DOS GUARARAPES - 

FLIGUARA 2011

 O lançamento na  cidade de João Pessoa está previsto para o mês de Junho. As Edições Bagaço disponibilizam o livro para venda na próxima semana. O site  é www.bagaco.com.br

Namastê