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domingo, 20 de dezembro de 2009

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Copenhague - Várias ONGs, como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Oxfam, Avaaz e Amigos da Terra, criticaram duramente o "fracasso histórico" que supõe o Acordo de Copenhague na luta contra a mudança climática.

O documento, estipulado por cerca de 30 de países, deve ser submetido ainda à votação pelo plenário da Cúpula da Mudança Climática de Copenhague, mas, após circularem as primeiras minutas, as ONGs já reprovaram sua falta de ambição.

"Após anos de negociações, há uma declaração que não vincula ninguém e não garante o futuro das gerações vindouras", manifestou o chefe da Iniciativa Global do Clima da WWF, Kim Cartensen.

O texto omite qualquer referência às reduções globais do bloco industrializado, como grupo, para 2020 e 2050, como propunha a ONU, e se limita a reunir os objetivos de redução de emissões poluentes anunciadas por cada país antes da reunião em Copenhague.

Para Avaaz, o documento é um "fracasso histórico" que representa o "colapso dos esforços internacionais" de assinar um acordo vinculativo que possa "deter a catastrófica mudança climática".

"O acordo está muito longe de ser justo, não é vinculativo e nem ambicioso", criticou o diretor da campanha global da organização, Ricken Patel, que reprovou que o acordo tenha sido selado por só "quatro países" em alusão aos EUA, China, Índia e África do Sul.

Atribuiu a responsabilidade pelo fracasso de Copenhague a Washington e Pequim, responsabilizando americanos e chineses por "compartilharem sua determinação de produzir um acordo débil em Copenhague".

"Cada país pagará o preço pela avareza e pelo Governo imperfeito destes dois países", afirmou.

Para o diretor-executivo da Oxfam Internacional, Jeremy Hobbs, o Acordo de Copenhague é o "triunfo da propaganda acima da substância". Ele diz que os líderes devem "voltar à mesa de negociação no início de 2010" para adotar "decisões políticas urgentes".

"Milhões de pessoas de todo o mundo não querem ver morrer em Copenhague suas esperanças de um acordo ambicioso, justo e vinculativo", referiu.

Por sua parte, a Amigos da Terra, classificou o acordo de Copenhague como "fracasso abjeto".

"Ao atrasar a ação, os países ricos condenaram milhões de pessoas mais entre as pobres do mundo à fome, ao sofrimento e à perda da vida conforme a mudança climática se acelera", apontou o presidente da entidade, Nnimmo Bassey.

Assinalou que se sente "nojo" pelo "fracasso dos países ricos" na hora de fixar objetivos ambiciosos e acusou o bloco industrializado de "acossar" os países em vias em desenvolvimento a "aceitar menos" do que merecem.

Cartoon de Marian Avramescu

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Alterações climáticas


Portugal subiu três posições e ficou classificado em 12.º lugar no melhor desempenho quanto às alterações climáticas, num índice que incluiu os países mais industrializados do planeta.


CIMEIRA DE COPENHAGA

Portugal é 12.º no índice das alterações climáticas
Portugal é o 12.º país com melhor desempenho relativamente às alterações climáticas na avaliação do comportamento dos 57 países mais industrializados, foi anunciado na Cimeira de Copenhaga.

O índice, o Climate Change Performance Index (CCPI), é da responsabilidade da ONG do ambiente GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática a que pertence a portuguesa Quercus, que apoiou a avaliação feita a Portugal.

"O CCPI mostra que nenhum país dos considerados pode ser destacado como tendo um desempenho satisfatório no que respeita à protecção do clima", afirma um comunicado da organização ambientalista portuguesa.

O critério específico para esta avaliação são as medidas tomadas por cada país para assegurarem à escala global um aumento de temperatura inferior a 2ºC. Os 57 países avaliados são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia.

EUA nos últimos lugares O objectivo do índice "é aumentar a pressão política e social, nomeadamente nos países que têm esquecido até agora o seu trabalho interno no que respeita às alterações climáticas", afirma a Quercus.

O CCPI resulta de três componentes: a evolução das emissões, nos últimos anos, de quatro sectores: energia eléctrica, transportes, residencial e indústria; as emissões relacionadas com a energia em de cada país, integrando variáveis como o produto interno bruto e as emissões per capita; e a avaliação da política climática do país a nível nacional e internacional.

O país melhor classificado foi o Brasil, seguido da Suécia, Reino Unido e Alemanha. O pior foi a Arábia Saudita, tendo a Espanha ficado em 32.º lugar e os EUA em 53.º lugar.

Jorge Brilhante
in Jornal Expresso

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