SAUDADE
Mas que solidão enorme desalinho
A tristeza vem com afiadas garras
Seu como bagaços de um fim de feira
Qual barco deserto que perdeu amarras
Minha vida foi, levou meu pensamento
Solitário bicho de fêmea distante
Contemplo farrapos de uma noite escura
Falta sinto desta abissal ausente
Onde estão teus olhos, fitam a lembrança
E teus beijos doces que me afogaram
Espantanto as mágoas dantes e da hora
Oportunistas agora elas se aproximam
Com o desalento e meu corpo chora...
Euripedes Gomes/Paraíba/Brasil
Foto: Haydée Lais/Paraíba

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